Mensagem do Presidente Executivo

Caro leitor,

O ano passado foi marcado pelo início da recuperação econômica do Brasil. Vimos a inflação cair, assim como a taxa de juros, além da retomada do crescimento do PIB, ainda que de forma modesta. Esse movimento interrompeu um longo período de recessão, cujos efeitos sobre nossa carteira de crédito foram relevantes durante os anos de 2015 e 2016.

Por outro lado, também houve acentuada volatilidade nos mercados locais, provocada pela instabilidade política e pelas incertezas relacionadas ao processo de aprovação das reformas tão necessárias para o país.

Neste contexto, nossas receitas foram impactadas pela queda das taxas de juros e por uma recuperação de demanda ainda muito incipiente. Este fato foi mais do que compensado por um melhor desempenho da inadimplência e pela manutenção de um rigoroso controle sobre os níveis de despesas. A resultante destes fatores foi um lucro líquido de R$ 23,9 bilhões(1), 2,6% superior ao de 2016.

Gostaria de destacar o impacto gerado pelo banco por meio do valor adicionado(2) à economia, que atingiu R$ 67,2 bilhões em 2017. O montante foi distribuído entre diversos segmentos da sociedade, por meio do pagamento de nossos colaboradores, de tributos e de aluguéis, do reinvestimento dos lucros na operação e da remuneração dos mais de 120 mil acionistas. O impacto gerado pelo valor adicionado materializa o nosso propósito, que é estimular o poder de transformação das pessoas.

É importante notar que o desempenho em 2017 reflete em grande parte as decisões estratégicas tomadas em 2012. Na ocasião, decidimos atuar em três grandes frentes – serviços e seguros, crédito e tesouraria – para reduzir a volatilidade dos nossos resultados por meio de uma maior diversificação de receitas.
 

Da mesma forma que em 2012, em 2017 tomamos decisões que contribuíram para o bom desempenho do ano, mas que deverão ter seus maiores efeitos no médio prazo. A partir de uma reflexão colegiada sobre nossos principais desafios estratégicos, demos início a um processo de estruturação de nossas frentes prioritárias, com o objetivo de dar maior consistência e qualidade ao nosso resultado nos próximos anos. As novas frentes foram divididas em dois grandes grupos: Transformação e Melhoria Contínua.

No primeiro grupo, estão as frentes de Centralidade no Cliente, Transformação Digital e Gestão de Pessoas. Queremos conceber uma cultura de atendimento focada no que os clientes precisam, tendo-os realmente como centro das nossas decisões. Devemos fazer isso no contexto da nossa transformação digital, que nos possibilitará oferecer aos clientes experiências melhores e aperfeiçoar constantemente nossos processos. Tudo isso dentro de uma nova dinâmica de trabalho, altamente cooperativa, que mudará de forma significativa a experiência dos nossos colaboradores no seu cotidiano.

Em Melhoria Contínua, estão as outras três frentes estratégicas. A de Gestão de Riscos, que permite identificar ameaças, atuar na prevenção ou na rápida mudança de curso, quando necessário. A de Rentabilidade Sustentável, cujo principal desafio é trazer resultados ainda mais sustentáveis para o banco. E, por fim, a nossa agenda de Internacionalização, por meio da qual perseguiremos níveis de rentabilidade próximos aos do Brasil, além de buscar sinergias e aprendizados que o intercâmbio cultural e de operações possibilita.

Estas frentes prioritárias possibilitarão ao Itaú Unibanco continuar a crescer de forma sustentável neste e nos próximos anos, construindo ao longo do tempo um banco cada vez melhor para nossos clientes, colaboradores e acionistas e, consequentemente, para a sociedade. Você encontra o detalhamento da nossa atuação nas frentes prioritárias na seção “Estratégia de negócios”.

Agradeço a confiança e o apoio que tive ao longo de 2017 e desejo um ótimo 2018.

Boa leitura!

Abraço,

Candido Bracher
Executive President CEO
 

(1) Net income attributable to owners of the parent company under IFRS.
(2) Includes recurring net income and the reclassification of tax effects of hedging foreign investments to the financial margin under BRGAAP.