História do Unibanco


Situação Histórica
2001
2003
2004
2005
2006
2007
2008

Situação Histórica
 2001 - 2005
 2006
 2007
 2008
 2009

Economia / Mercado Financeiro

Em 2001, o Brasil passou por vários choques externos, como a crise da Argentina, da Turquia e a desaceleração da economia americana, o Brasil chegou ao final de 2001 menos vulnerável em relação às crises internacionais, e o nosso balanço comercial encerrou o ano com um superávit em torno de US$2 bilhões.

Em 2002, a estabilidade de preços do Plano Real sofre um abalo. A inflação alta volta a assustar os brasileiros, batendo recordes de alta no mês de outubro. Com a disparada do dólar, gasolina e alimentos ficaram mais caros.

Em 2003, primeiro ano do governo Lula, a equipe econômica do presidente optou por manter uma política econômica austera de juros altos e medidas conservadoras. A produção industrial parou e as vendas do comércio desabaram, o produto interno bruto (o valor dos bens e serviços finais produzidos pelo país no ano - PIB) subiu muito pouco. Por outro lado, a inflação começou a ser controlada e o governo chega ao final de 2003 com leves sinais de retomada do crescimento, com o PIB do penúltimo trimestre apontando para um tímido crescimento de 0,4%. A bolsa de valores teve um excelente desempenho, com índice de valorização de quase 100%.

A economia cresceu vigorosamente em 2004, fechando o ano com superávit comercial. O PIB cresceu 4,9%. Os juros começaram o ano em 16,5%, mostraram um ligeiro movimento de queda no primeiro semestre, mas acabaram o ano em 17,75%. Este aumento foi causado por um recrudescimento da inflação, que acabou fechando o ano em 7,6%.

Ao longo de 2005, setores como a indústria e a agricultura acusaram um menor crescimento atribuído às taxas de juros reais. Estas mantiveram-se elevadas todo o ano. A valorização do real em relação ao dólar também contribuiu para a menor expansão da atividade econômica. A taxa real média foi de 12,7% ao ano.

Momentos difíceis atingiram a agropecuária brasileira em 2005. Estiagem na região Sul, que acabou com as lavouras, queda dos preços das "commodities" agrícolas no mercado internacional, falta de crédito e aumento dos custos de produção fizeram o setor perder renda, produção e produtividade. Como se não bastasse, a febre aftosa que acometeu a criação de gado em vários estados afetou boa parte dos pecuaristas que haviam trocado as lavouras de grãos pela criação de gado.

O bom desempenho desse ano, todavia, ficou com as exportações, que proporcionaram ao país fechar 2005 com saldo no balanço comercial superior a US$44,7 bilhões.

Em geral, a economia derrapou em 2005, crescendo apenas 2,3%, metade da média mundial, um terço da Argentina.

Em 2004, a opção da economia brasileira em conter a inflação causou o aumento da taxa básica de juros a partir de setembro. Isso assegurou um juro real mais baixo e uma expansão da atividade econômica. Foi um ano de aumento de crédito ao setor privado, que se elevou 10,4% em termos reais. O crescimento da economia e o vigoroso aumento do crédito foram os motores dos resultados positivos do setor financeiro.

O setor bancário teve bons lucros em 2005, e a política de crédito dos grandes bancos nunca esteve tão em alta, financiando o consumo e as empresas. A boa lucratividade foi em grande parte devida à expansão das carteiras de crédito.

Política

O ano de 2002 foi marcado pelas eleições presidenciais. Após três candidaturas frustradas, Luiz Inácio Lula da Silva elegeu-se presidente da República em primeiro turno. Ex-metalúrgico, sindicalista e presidente do Partido dos Trabalhadores, candidato derrotado no pleito que elegeu Fernando Collor de Melo e duas vezes nas eleições contra Fernando Henrique Cardoso, sua vitória aconteceu em meio a uma grande desconfiança em relação aos títulos públicos brasileiros.

Por ter sido o primeiro ano da gestão Lula, 2003 rendeu ao presidente uma espécie de trégua política para promover um duro ajuste econômico. E o primeiro ano de mandato surpreendeu positivamente. A política adotada pelo presidente, de austeridade fiscal com respeito aos contratos, honrando pontualmente os compromissos, e de controle da inflação tranquilizou o mercado nacional e o internacional. Para o Brasil, a eleição do presidente Lula foi muito importante do ponto de vista institucional. Com efeito, foi alçado à condição de presidente um representante da esquerda que não defendeu posições populistas.

O ano de 2004 mostrou-se mais difícil politicamente do que 2003. Mas houve boas notícias na economia e aumento da popularidade presidencial.

Em 2005, a imagem do governo de Luiz Inácio Lula da Silva sofreu sucessivos golpes, com denúncias de corrupção envolvendo políticos. Após a instalação de CPIs para apurar as denúncias sobre um suposto esquema de corrupção, a crise política desencadeada resultou na queda de dois dos principais ministros do Planalto - José Dirceu (ex-Casa Civil) e Luiz Gushiken (ex-Secretaria de Comunicação de Governo) - e na renúncia do presidente do PT, José Genoíno.

Ao final de 2005, a imagem abalada do presidente Lula deu margem para o surgimento de outros postulantes ao cargo presidencial com chances de vitória nas eleições de 2006.