História do Itaú


Situação Histórica
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008

Situação Histórica
 2002 - 2005
 2006
 2007
 2008

Política

A política brasileira viveu momentos tensos em 2008, com uma série de diligências da Polícia Federal para deflagrar esquemas de corrupção. Além de agir contra o tráfico e o contrabando, a PF passou a se concentrar mais em crimes contra os cofres públicos, como corrupção ou sonegação fiscal.

Um dos episódios que ganharam mais espaço na imprensa foi o da operação Satiagraha, nome escolhido pela Polícia Federal para essa operação que resultou na prisão do banqueiro Daniel Dantas, do investidor Naji Nahas e do ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta.

O PMDB, partido da base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, saiu fortalecido das eleições municipais de 2008 no país, aumentando o número de municípios sob sua bandeira. O PT igualmente passou a ter mais cidades para governar, mas, apesar do crescimento, perdeu três grandes capitais onde tinha candidatos disputando o segundo turno - São Paulo, Porto Alegre e Salvador.

A Câmara dos Deputados aprovou a recriação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), que agora tem o nome de CSS (Contribuição Social para a Saúde). O projeto, no entanto, não foi aprovado em segundo turno, continuando indefinido na Câmara.

Na política externa, o país continuou a mostrar-se disposto na direção de uma liderança mais ativa na América do Sul.

Economia / Mercado Financeiro

O ano foi um dos mais críticos para a economia mundial. Os países industrializados sofreram com um sistema bancário fragilizado, com falências e corridas bancárias, bolsas em queda vertiginosa e a apreciação do dólar em busca de um porto seguro. No Brasil, o dólar chegou a valer R$/US$ 2,51. Foi necessária a ação coordenada dos bancos centrais para encontrar alternativas de sobrevivência a uma das principais e mais duras crises econômicas de que se tem registro no mundo.

A quebra do Lehman Brothers, causada por seus altos investimentos em títulos ligados ao mercado do subprime – o crédito imobiliário para pessoas com risco elevado de inadimplência –, marcou o início da avalanche que atingiu o mercado financeiro internacional.

No âmbito interno, as previsões para o crescimento da economia brasileira em 2008, diante da crise internacional, foram mais conservadoras. Ainda assim, embora analistas considerassem que a economia brasileira estivesse com melhor desempenho do que em 2007, o impacto da retração da economia americana foi maior do que se esperava. No final do ano, diversos setores da economia já apresentavam sinais de desaquecimento.

Para tentar frear a crise, o governo lançou uma série de medidas, entre elas a nova tabela do Imposto de Renda, a redução do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para o consumo e a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para as montadoras. Os automóveis tiveram seus preços reduzidos.

Mas, enquanto muitas das economias do mundo anunciavam cortes de juros, o Banco Central brasileiro mantinha a Selic em 13,75%. A equipe econômica brasileira ainda não trabalhava, no encerramento do ano, com um cenário em que a crise externa pudesse reverter a trajetória de crescimento do país.

Selic

O ano começou com a perspectiva de elevação da taxa Selic (taxa básica de juros que também remunera os títulos depositados no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia), que se mantinha desde agosto de 2007 em 11,25% ao ano. Sua possível alta na decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) passou a dominar as estimativas dos analistas de mercado, pessimistas em relação à possibilidade de cortes, em virtude das turbulências do mercado financeiro norte-americano.

Bolsa

Já nas primeiras semanas de janeiro a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) registrava queda acumulada de 10,72%, dada a onda de pessimismo nos mercados de ações do mundo inteiro e a preocupação com a ameaça de recessão na economia americana. A Bovespa encerrou o ano em baixa de 41,22%, com 37.550 pontos.

A crise no setor de crédito imobiliário americano de maior risco (o "subprime"), ao desencadear o efeito dominó no segundo semestre de 2007, prejudicou o resultado dos bancos (devido a inadimplências crescentes), pressionou os juros e diminuiu as operações de crédito.

Os investidores, por sua vez, temerosos em relação ao futuro da economia e o desempenho das empresas de capital aberto, começaram a vender suas ações, derrubando as bolsas no mundo inteiro. Em outubro, o Índice Dow Jones, o mais tradicional da Bolsa de Nova York, apresentou queda significativa de 14%, uma das maiores quedas ao longo de sua história.

Em março, ocorreu a fusão entre a Bovespa e a BM&F, criando a terceira maior Bolsa de Valores do mundo. A integração das operações nos mercados a vista e de futuros deve tornar a operação cada vez mais fácil para os pequenos investidores.

Crédito

O crédito, tanto para pessoas físicas quanto para empresas, ficou mais caro em 2008. Esse foi um dos principais reflexos das medidas anunciadas pelo governo, que taxou todas as operações de crédito feitas no país com a alíquota de 0,38% do IOF. A medida veio para compensar a perda de cerca de R$ 40 bilhões nos cofres públicos, após o fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). Outra medida onerosa foi o aumento da alíquota da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) do setor financeiro de 9% para 15%.

Mas a crise financeira mundial – que aportou no Brasil em setembro –, após a falência decretada, em setembro, do Lehman Brothers, 4º maior banco de investimentos americano, provocou retração da oferta de crédito no mundo todo, afetando sensivelmente a situação da economia real.

Grau de investimento

Em meados do 1º semestre o país recebeu de duas importantes agências de avaliação de risco soberano– Standard & Poors e Fitch – o grau de investimento, dando aos investidores estrangeiros sinalização de baixo risco para suas aplicações.

Caderneta de poupança

Descontado o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que fechou o ano com alta de 5,90%, o rendimento real da poupança em 2008 foi de 1,89 %. A rentabilidade nominal (sem descontar a inflação) ficou em 7,9% em 2008.

A aplicação mais popular do país registrou, no ano passado, o segundo maior resultado da história. Entre janeiro e dezembro de 2008, a poupança registrou uma captação líquida (depósitos menos saques) de R$ 17,66 bilhões. Somente no mês de dezembro, foram R$ 5,387 bilhões, resultado impulsionado pelo pagamento do 13º salário.

PIB

Em 2008, segundo o IBGE, o PIB brasileiro cresceu 5,1%. Depois de 12 trimestres consecutivos de crescimento ao ritmo médio de 1,6% por trimestre, o PIB brasileiro desabou (3,4%,) no quarto trimestre de 2008, a maior queda desde 1996.

Emprego

A atividade industrial caiu 7,4% na passagem do terceiro para o quarto trimestre, ocasionando a perda de empregos. De modo geral, o final de 2008 foi negativo para alguns segmentos, como o de extração mineral, indústria de transformação e construção civil.

Dólar

Depois de fechar, em julho, no mais baixo índice desde 1999, US$ 1,60 (antes da crise econômica), o dólar encerrou o ano com a 3ª maior alta da história do real. A moeda americana teve valorização de 35,25%.

Fusões e aquisições

Em novembro, em meio à crise, o setor financeiro recebe uma notícia auspiciosa, confirmando que os bancos brasileiros, ao contrário de seus pares americanos, se mantinham sólidos. Itaú e Unibanco anunciaram a fusão de suas operações, constituindo o maior banco do hemisfério sul. O Banco do Brasil, por sua vez, compra a Nossa Caixa.